Publicado por Katharyne Bezerra
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Presente em pratos brasileiros, o camarão é um fruto do mar muito comercializado, principalmente, em região praieiras.

Todavia, assim como todo alimento possui seu lado bom e ruim com relação à saúde.

Neste caso específico, também tem seus prós e contras, porém além de envolver a questão saúde, há outro ponto pertinente, o do meio ambiente.

Neste artigo, você vai conhecer os efeitos benéficos e maléficos que o consumo desse elemento pode trazer para o ser humano e para natureza.

Benefícios do camarão

Afinal, comer camarão pode fazer mal a saúde?

Foto: depositphotos

1. Elemento pouco calórico

Se comparado a um peito de frango, é possível dizer que o camarão de tamanho médio possui 15 calorias a menos que essa parte da ave.

Em outras palavras, meia dúzia dessa mesma espécie de camarão possui menos de 85 calorias, tendo em vista que um deles possui em torno de sete calorias. Resumindo, o teor calórico do camarão é baixo e isso é ótimo para quem está de dieta, mas não resiste a esse fruto do mar.

2. Altas taxas de proteína

Em 85 g de camarão existem 20 g de proteína. Esses valores indicam que esse elemento, além de possuir em sua composição muita água, é rico nesse nutriente tão importante para o organismo.

Já no caso de camarão conhecido como jumbo, a quantidade em apenas uma unidade é de 3 g de proteína, além de apresentar pouca gordura e hidratos de carbono.

3. Essencial fonte de nutrientes

Além da proteína, como já foi citado anteriormente, o camarão possui outros nutrientes que são essenciais para o organismo humano.

Para se ter uma ideia da potencialidade desse elemento, 113 g desse fruto do mar cozido representa mais de 100% do valor de selênio diário recomendados, 75% das vitaminas B12, pouco mais de 50% do fósforo necessário e 30% de cobre, iodo e de colina.

Desta forma, é um alimento que pode combater radicais livres e, consequentemente, impedir o desenvolvimento de doenças degenerativas e o envelhecimento precoce.

Malefícios do camarão

1. Comum alergênio

Assim como o leite, peixes, frutos do mar diversos, amendoim, trigo etc, o camarão também integra a lista dos alergênios mais comuns, ocupando o topo dessa relação.

As pessoas que são alérgicas a esse elemento marítimo se consumi-lo pode sofrer com congestionamento nasal, dores abdominais, comichão e náuseas. Em casos mais graves, o paciente pode ter um choque anafilático e possivelmente morrer devido as complicações.

2. Criação de resistência a antibióticos

Quando os camarões são criados em aquicultura, muitos deles recebem diversos elementos químicos como antibióticos e fungicidas. Desta maneira, são animais que tornam-se resistentes a muitos antibióticos, característica repassada para quem os consome.

Em um estudo recente, os pesquisadores encontraram 162 variedades de bactérias com resistência a 10 tipos de antibióticos diferentes. Um problema que se torna de saúde pública.

3. Extra: problemas relacionados ao meio ambiente

Tanto a criação em cativeiro, como a retirada dos animais em seu próprio habitat, são duas práticas que causam prejuízos ao meio ambiente. A aquicultura é responsável pela destruição de 38% dos manguezais no mundo e o pior é que esse dano é permanente.

Já quando o assunto é a retirada de camarões do mar, o prejuízo ambiental é em escala semelhante. Por viverem no fundo dos mares, ao ser lançada a rede para capturá-los muitas espécies de animais marinhos também são presas e depois descartadas já mortas.

Para cada quilo de camarão selvagem capturado, de 3 a 10 kg de outros animais são mortos.

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